Uma reflexão sobre Juventude Segurança Pública Necropolítica Resistência
A partir da Chacina do Cabula, ocorrida em 2015 em Salvador, este livro investiga como a imprensa baiana narrou o episódio e as disputas de sentido que envolveram versões policiais, denúncias do Ministério Público e as vozes silenciadas das vítimas e de suas famílias.
Em diálogo com o conceito de necropolítica, a obra convida o leitor a refletir sobre a distribuição desigual da proteção à vida e da exposição à morte, e sobre como certos corpos e territórios são historicamente marcados pela violência do Estado.
Sou baiana, socióloga por formação e pesquisadora por convicção. Desde muito cedo, o que me movia era entender por que certas histórias são contadas, e outras, silenciadas.
Depois de anos estudando as relações entre mídia, segurança pública e violência de Estado, entendi que não bastava escrever só para a academia. Este livro nasceu da vontade de levar essas reflexões para além dos muros da universidade, para quem viveu, e vive, essas histórias na pele.
Ao final, permanece uma questão simples e perturbadora: por que algumas mortes provocam comoção, enquanto outras são rapidamente transformadas em mais um número?
Juventude, segurança pública e corpos silenciados
Uma introdução às questões que atravessam Necropolítica e Reflexões Acerca da População Negra no Território Baiano.
Escritora, produtora e cientista social
Cientista social, mestra em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), professora de Sociologia, pesquisadora e produtora cultural. Sua trajetória é marcada pelo estudo das relações entre mídia, segurança pública, violência de Estado, desigualdades raciais e territórios negros.
A violência não se distribui ao acaso, ela se inscreve em corpos e territórios historicamente marcados pelas desigualdades.
Quais mortes produzem indignação pública e quais violências seguem sendo narradas como parte natural da ordem social?
Analisa o tratamento dado pela mídia impressa baiana à Chacina do Cabula (2015), tendo a necropolítica como uma das referências teóricas centrais.
Ler artigo 31ª Reunião Brasileira de Antropologia · Brasília/DF (2018)Trabalho em coautoria com Herbert Toledo Martins (UFSB), que examina, por Análise de Conteúdo, a cobertura dos jornais A Tarde e Correio sobre a chacina.
Baixar PDF Pôster · COINTER PDVL, Instituto IDV (2024)Em coautoria com Samuel Sampaio Castro e Mauricio da Silva Lima, relata a eletiva Cine Filosofia, realizada com turmas do ensino médio em Gravatá (PE).
Baixar PDF
[...] fazer com que ações letais sejam apresentadas como necessárias à preservação da ordem, enquanto determinadas mortes são naturalizadas ou reduzidas a consequências inevitáveis da segurança pública.
Apoio institucional